segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Glover Teixeira e o ‘abismo’ Jon Jones


Glover Teixeira venceu e convenceu no UFC On FOX 6. Após desmontar Rampage Jackson com jogo consistente e bem pensado nos três assaltos disputados, não há dúvida de que o brasileiro está pronto para os melhores da categoria até 93 kg.
Tudo bem que Glover encarou um Rampage relativamente distante daquele motivado e com o tradicional 'sangue nos olhos' que fez história no Pride e no próprio Ultimate. Mas o resultado positivo garantido contra o ex-campeão funcionou como bom parâmetro para fortificar as pretensões futuras do atleta na divisão.


Com padrão de boxe versátil - que neste combate evoluiu e amenizou a dependência quase exclusiva das 'bombas' de direita - além de transições eficientes da luta em pé para a agarrada, o brasileiro metodicamente levou Rampage ao cansaço e se manteve no domínio das ações.
No começo da carreira, Glover foi apadrinhado pelo ex-campeão Chuck Liddell. Pouco depois, deixou os Estados Unidos forçado, passou três anos resolvendo perrengues com o visto de trabalho no Tio Sam. Foi paciente ao extremo, lidou com diversos níveis de frustração profissional, sedimentou a carreira nos eventos nacionais e finalmente alcançou o UFC como realidade.
Após vencer Kyle Kingsbury, Fabio Maldonado e Rampage, vem a pergunta: e Jon Jones?
Claro que Glover ainda tem certo caminho a percorrer até alcançar o campeão mais regular e emblemático dos últimos seis ou sete anos na divisão. Como em todo esporte, são precisos ajustes e mais ajustes, evoluções e mais evoluções.
O brasileiro deu boas mostras, mas ainda precisa provar pra valer que tem algum fator-surpresa ideal para tentar destronar Jones. Este, da mesma forma que Anderson Silva, já conta com aquela 'aura de invencibilidade' tão forte quanto rara nos esportes de combate. Para derrotar alguém como Jones (ou Anderson), é preciso achar primeiro alguma forma de abalar o mito.
Por enquanto, o que rola nas redes sociais é que Glover ainda precisa de mais moral, traduzidas em pelo menos mais duas lutas, para chegar em Jones. O fato é aceitável. Neste sentido, dá para imaginar colisões mais que interessantes com Maurício Shogun (já se negou a enfrentar Glover), Ryan Bader ou mesmo o perdedor de Alexander Gustafsson x Gegard Mousasi.
Aos 33 anos, Glover não tem mais tanto tempo a desperdiçar na carreira. Para qualquer um que tem a intenção de encarar Jones, sempre será necessário provar por a+b que está em condições ideais de ser decisivo ao extremo. Mas esta fórmula do'um passo de cada vez', o brasileiro já sabe muito bem como lidar... e dissimular.

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