quinta-feira, 29 de março de 2012

Por que Diego Ribas revelou os vencedores do The Ultimater Fighter Brasil? Não seria melhor esconder o resultado para não estragar o programa?

Centenas de leitores do blog me perguntaram. Por que Diego Ribas revelou os vencedores do The Ultimate Fighter? Não seria melhor esconder o resultado? E não estragar o programa? Sou jornalista. Resolvi fazer algo que mais do que justo. Abrir espaço para que ele explicasse de próprio pulso. Diego para quem não sabe, ele respira MMA. Foi um dos primeiros a divulgar o esporte no Brasil. Sua credibilidade sempre lhe abriu portas com os lutadores. Promotores, empresários, juízes. Todos se rendem diante do seu ótimo trabalho como repórter. A revelação dos vencedores do TUF foi apenas mais um furo. Até ameaça de morte ele recebeu pela revelação. Na minha análise estava apenas fazendo o seu ótimo trabalho para o R7. Se estivesse trabalhando para qualquer outro site faria a mesma coisa. O furo teve repercussão internacional. E ameaça de represálias. Há um acordo de confidencialidade entre os participantes do TUF. Com multas milionárias. Se Diego conseguiu romper essa barreira, não deve ser crucificado. Muito pelo contrário. A sua apuração deve ser exaltada. Sou um grande fã do MMA, do UFC. Mas sei separar as coisas. Diego exerceu seu trabalho. Cumpriu o seu dever com os leitores do R7. Quem gosta de MMA vai acompanhar normalmente o TUF. E querer descobrir como os quatro finalistas chegaram lá. Não vai mudar nada. Já que os quatro são apenas finalistas. Lutarão no mesmo dia em que Anderson terá pela frente Chael Sonnen. Os dois que terão contrato com o UFC serão descobertos ao vivo. Diego não tem compromisso com a Globo, com os irmãos Fertitta. Muito menos com bolsas de apostas em cassinos. Sua missão é ser repórter. Buscar informações exclusivas. E ele é um dos melhores especialistas de MMA do País. Não pode ser punido por isso... Mas fique com a versão de Diego... "A repercussão sobre a matéria que adiantava os nomes dos finalistas do TUF (The Ultimate Fighter) Brasil, só comprovou uma tese defendida há tempos por diversos colegas de profissão: o mundo do MMA ainda é amador. Ficou claro que se uma notícia não agrada, ela rapidamente vira motivo de histeria e é apontada como algo que “denigre o esporte”. E é aí que mora o perigo, logo de cara. Se não for para falar bem, elogiar ou exaltar, é melhor ficar quieto? Claro que não. Uma notícia de interesse público tem que ser apurada e publicada, e é essa a função do jornalista. E o furo que publiquei não é inédito. O site Sherdog, o mais conceituado em MMA do mundo, já havia divulgado os vencedores de uma edição do programa, anos antes, nos EUA. Desde então, o site continuou seu trabalho, o UFC seguiu fazendo eventos, e o reality show não parou de ser gravado, tanto que está em sua 15ª edição naquele país. A notícia não denegriu o esporte, mas algo curioso aconteceu. O site em questão foi proibido de entrar em qualquer evento realizado pela Zuffa, empresa que comanda o UFC, que, como instituição privada que é, tem esse direito. Mas isso já levanta outro tema. Quer dizer que a pessoa que publicar algo que não agrade ao evento poderá ser banida de suas edições e tudo fica por isso mesmo? Então a ideia é que a imprensa que esteja presente no evento seja apenas aquela que nunca tenha desagradado os chefões do MMA? Bom, a longo prazo saberemos se esse tipo de retaliação ainda será usada – inclusive com este jornalista que vos escreve -, e se a mídia será “doutrinada” para não perder credenciais em eventos. Coisa que duvido que aconteça. Mas, até lá, continuarei com o jornalismo crítico que nunca foi acusado de denegrir o esporte nesses anos em que implementei a cobertura de MMA tanto no Abril.com, como no R7.com. E, respondendo diretamente às perguntas que dão título ao post gentilmente cedido por Cosme Rímoli: Por que era minha obrigação." (Se você quiser conhecer os vencedores... Revelados pelo Diego Ribas... Olhe a foto abaixo...)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ex-treinador de Wanderlei Silva é nocauteado e fica de fora do reality show do UFC

A 15ª temporada do TUF (The Ultimate Fighter), o reality show do UFC, contava com a participação de Cristiano Marcello, único brasileiro na disputa por um contrato de seis lutas no maior evento de MMA do mundo. Infelizmente, o ex-treinador de jiu-jitsu de Wanderlei Silva e Maurício “Shogun” não rendeu como esperado e foi superado desde o início pelo rival, que o puniu com duros golpes em pé no combate da última sexta-feira (23). Com muita raça, o faixa–preta de Royler Gracie não se intimidou com o atraso que levou no primeiro assalto e partiu para cima na etapa seguinte, quando acabou nocauteado pelo adversário com um lindo cruzado de esquerda, que deixo o brasileiro desacordado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Royce vinga a família e vence japonês “caçador de Gracies”

Royce Gracie é, sem dúvida, o maior nome do MMA de todos os tempos. As vitórias sobre os enormes rivais nos primeiros eventos do UFC o transformaram em um fenômeno de popularidade na mesma medida que o jiu-jitsu era difundido nos cinco continentes.

O sucesso foi tanto que enfrentar um representante do jiu-jitsu Gracie era sinônimo de derrota. Se o rival fosse um Gracie, então...

Acontece que um certo japonês quis bater de frente com essa teoria e, de quebra, com toda a família do maior clã de artistas marciais da história. Kazushi Sakuraba era seu nome.

Conheça os maiores carrascos dos brasileiros

Franzino, o japinha enfileirou diversos brasileiros como Vitor Belfort, Ebenezer Braga e Marcus “Conan”, além de outros quatro Gracies: Royler, Royce, Renzo e Ryan.

A freguesia era tão improvável que o próprio Royce se viu obrigado e buscar a revanche para limpar a honra da família. Feito que só aconteceu em 2007, sete anos depois da primeira vez que se encontraram nos ringues.

Dessa vez, o brasileiro foi mais calmo, conteve o ímpeto e os fortes chutes do oponente e abusou do clinch, dominando as ações no ringue do extinto evento K-1 Hero’s 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Miesha Tate e Ronda Rousey provaram por a+b provaram

Miesha Tate e Ronda Rousey provaram por a+b que vale a pena apostar e valorizar o crescimento do MMA feminino. Ambas protagonizaram disputa brutal na 'luta de musas' do Strikeforce, a principal da noite na programação do evento de sábado (3), em Ohio, nos Estados Unidos.

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Melhor para Rousey, que incorporou pra valer a guerra de bastidores e provocações que tomou conta do embate (relembre aqui!) e teve atuação irrepreensível: dominou a oponente, conquistou a quinta vitória consecutiva na carreira por finalização com chave de braço e garantiu o cinturão peso galo da organização (assista abaixo aos melhores momentos!).




Doeu! Bastou o árbitro autorizar o início do combate para Miesha Tate partir para cima com sequências de cruzados. Rousey clinchou e levou para o solo. Logo ajustou a posição e aplicou a primeira chave de braço (quase) perfeita. A raçuda adversária ajustou a postura e aliviou a pressão.
A luta voltou em pé e Rousey novamente encurtou a distância para executar plástica queda de quadril, típica do judô (modalidade de origem na qual faturou o bronze olímpico). A partir daí, o que se viu foram cenas fortes. Com outra chave de braço encaixada, Tate se recusou a bater e mostrou forte instinto de sobrevivência.
Rousey pressionou cada vez mais e o braço da adversária entortou para trás, no (pior) estilo 'Minotauro x Mir no UFC 140'. Tate finalmente bateu em desistência, mas com lesão certa com a demora para entregar os pontos.
De volta - Outro destaque da noite ficou por conta de Ronaldo Jacaré e Bristol Marunde, que começaram o combate de forma cadenciada. O brasileiro tomou iniciativa dos ataques sem se expor em demasia e aproveitando bastante as brechas deixadas pelo norte-americano. Assim, levou para o chão quando quis e por pouco não fechou o primeiro assalto com finalização e vitória garantidas.
Na etapa seguinte, Jacaré apertou o passo, desferiu boas combinações de socos com chutes plásticos (voadores e giratórios) e atestou de vez o volume de luta. A superioridade seguiu inalterada no assalto final, quando mais uma vez foi ao chão e trabalhou vantagens até conseguir um katagatame (estrangulamento que pressiona braço e pescoço simultaneamente), que forçou o oponente desistir.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Brasileiro desmaia após tomar soco “voador” nos EUA

Desconhecido por grande parte do público brasileiro, o Legacy Fighting Championship costuma reservar grandes emoções aos fãs de MMA nos EUA. E na última edição do show, que aconteceu no último sábado (24), um brasileiro foi um dos protagonistas. Mas, infelizmente, o paulista Munil Adriano não se saiu bem, e virou notícia por sofrer um lindo golpe do americano Reynaldo Trujillo ainda nos segundos iniciais do combate principal da 10ª edição do evento. Conhecido como “superman punch”, ou soco voador, a técnica foi aplicada com precisão e deixou nosso representante inconsciente em apenas 24 segundos do primeiro round.



Um pena, já que Munil se destacava no cenário internacional e já mirava uma oportunidade em alguma evento grande como Strikeforce ou Belattor. Bom, fica para a próxima.
 
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